terça-feira, 13 de outubro de 2015

Raio de sol que avança pela janela...

Dias complicados nos fazem parar para pensar que caminho estamos seguindo. Vejo a todo momento, situações que desafiam a nossa capacidade de ter determinação no que acreditamos. Essas crenças nos movimentam nas estradas da vida, mas em momentos de conflito, não só com os outros mas consigo mesmo, descobre-se que é necessário repensar essas crenças.
Como um espelho que reflete uma imagem ainda fosca e fora de foco, a dificuldade de se ver com clareza a si mesmo impede o autoconhecimento. As crenças acabam por deturpar a imagem de si, e por incrível que pareça, descobre-se que na realidade não havia uma imagem de si, e sim uma imagem construída a partir de crenças de outras pessoas, que eram confundidas como sendo de si mesmo.
O impacto dessa descoberta chega a ser angustiante pois era com essa imagem que se tornava possível se relacionar com as outras pessoas e ser aceito. Mas na realidade o que era aceito não era o seu eu, mas o que as pessoas queriam que você fosse. A aceitação ocorre a partir do momento que se atende a uma demanda de desejos alheios, que acabam por controlar e decidir quais as crenças e preferências deve se ter. Um verdadeira de aranha, onde quanto mais se mexe mas se enrola na teia.
Ao se olhar no espelho, encontra-se o vazio. quando busca a sua própria definição descobre-se que é a definição que os outros deram. O que se vê no espelho é a alienação de si mesmo. O que se vê é um estranho que assumiu o lugar do ser, e passou-se a obedecer uma imagem criada pelo outro, que causa uma sensação de solidão terrível quando se não está sob o domínio da aceitação do outro.
O processo de recuperação de si mesmo é lento e um pouco doloroso, pois exige renúncia. É difícil renunciar ao desejo dos outros, aos que os outros determinaram que você era, a única forma de aceitação e convivência com o outro. É difícil deixar de ser escravo.
A liberdade vem quando se compreende o poder da renúncia e do despego. O poder de entender que se tirarem tudo de você, permanece o que há de melhor de você: a sua essência. Então descobre-se que quando se renuncia a tudo que escraviza, que exige a opinião do outro para encontrar a satisfação, o que é essencial assume o controle, ou seja, o seu próprio ser assume as decisões a serem tomadas e se responsabiliza pelos resultados. Assim, você se vê no espelho.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A seca e a fome que destroem a alma.

Apesar de toda tecnologia e avanços para conquista do universo, o homem é incapaz de conquistar a si mesmo. Perdido no egoísmo de saciar sua fome e sede de suas vontades individualistas, é uma espécie destruidora de seres humanos, são capazes de matar para ter, de enganar para levar vantagem e sua ganância não tem limites. Não são sustentáveis quando desviam recursos do coletivo para o seu próprio prazer. Se deliciam com o sofrimento humano, quando estão no alto de seus palácios pisoteando aqueles que os alimentam. Torturam as vontades e esmigalham os sonhos daqueles que tem como única propriedade os sonhos. A miséria humana e a desgraça das crianças famintas, mulheres sofridas, idosos depressivos e homens desqualificados se tornam o tapete para o triunfo daqueles que estão no poder.
Não vejo riqueza e poder daqueles que precisam pisar para subir. Vejo almas podres e fedidas, com sorrisos imundos e olhares perversos, que se alegram com a destruição do amor. Não existe inferno quando se vive em um, quando os demônios estão soltos e recebem regalias, homenagens e premiações. Quando passam e o povo clama por um olhar e chora fanático, pensando em receber uma caridade de ser considerado um ser de direitos, já que chegaram a conclusão de que não passam de chorume de um sociedade fétida de perfumes franceses.
Na televisão, vejo um lindo e exuberante desfile de cadáveres que são objeto de desejo daqueles que desejam ser cadáveres. 

Falta o ar, mas não falta a vontade de voar...

Um sensação de meio perdido no tempo e no espaço toma conta da mente. sei que é uma triste ilusão. O que sinto é que são reflexos dos que os outros pensam e dos padrões que querem que a gente siga. A tentativa é que nos tornemos algo controlável por eles, no qual recebemos uma identificação e que possamos ser orientados a viver como querem ou como acham que a vida é perfeita. Porém esquecem do fundamental: a vida e única para cada um de nós, ela é intransferível cada um é responsável pela forma que ela se desenrola. Uma angústia me pega de surpresa quando vejo que não realizo as coisas que as pessoas esperam que eu realize. Mas me lembro que a realização das coisas não está no meu poder se eu estou no poder das outras pessoas, no domínio delas. É uma pressão para ser o que elas querem que eu seja e não que eu quero ser. Isso causa a perda de mim mesmo, pois à medida que eu me encontro no poder do outro, eu acabo não sabendo mais quem eu sou e o que eu quero. 
O que eu devo refletir é se o que faz os outros felizes me faz feliz, quando faço o que os outros querem e, principalmente, o que é felicidade para os outros é felicidade para  mim, ou se realmente os outros são felizes com eles mesmos.
Nos jogos de máscara da sociedade, onde a máscara é uma forma de ataque e proteção, os caminhos se entrelaçam de maneira que se amarram e se prendem, muitas vezes sufocando aqueles que não conseguem sustentar as máscaras de ferro que escravizam as vontades.
Então eu paro e olho para o céu e contemplo as estrelas, longe das máscaras e longe dos jogos que cravam suas garras na alma humana e tornam-nas cativas das suas atrocidades. As estrelas não precisam de máscaras e nem de jogos e portanto estão visíveis. Porém, são visíveis mas não significam que existem, porque muitas delas nem existem mais, são apenas reflexos de luz. O que vemos são ilusões que consideramos realidade. Assim é o jogo da vida, onde consideramos realidade única e muitos se suicidam vivos buscando se adequar a essa ilusão de realidade. 
O preço da alma custa muito caro. É o bem mais valioso de um ser humano. É o preço mais caro que atormenta a consciência. O fato de ter posse, domínio e poder tem um preço tão caro quanto não tê-los. A escolha por não ter, implica uma negação ao que se determina que se tenha, ao que se obriga para ser aceito e ser considerado sucesso. Perde-se a posse mas pode-se ganhar a alma. O peso é muito grande, a alma cede ao espaço da matéria que determina uma prisão, um dever a ser cumprido. E então vem a sensação de estar meio perdido entre o espaço e o tempo.

sábado, 30 de março de 2013

Pedra que rola não cria limo


Fico parado no tempo e no espaço. vejo fatos e pessoas se entrelaçarem ao meu redor, flutuando nas emoções do momento. No peito não dá pra esconder, mesmo usando uma forte armadura, mas dói uma dor vazia, uma dor silenciosa e torturadora. Ser social é muito difícil, deve-se ter seus momentos de reclusão. Penso que, para algumas pessoas é muito difícil pensar, porém é mais cômodo e traz vantagens. Mas eu não consigo ficar sem questionar, mesmo querendo e me fazendo de distraído, eu não consigo. A meditação tem sido um remédio eficaz para os momentos que precisamos nos afastar das energias complexas dos relacionamentos humanos. Mas não á pra ficar o tempo todo meditando, até mesmo porque eu ficaria questionando o porquê de estar o tempo todo meditando. 
Nas jornadas do interno e externo do meu ser, nas subidas e descidas das emoções, calmarias e tempestades, os acontecimentos vão passando e sendo espalhados pela história da minha vida. Pessoas marcam e determinam a minha existência, mas os ciclos são definitivamente concluídos sem perder a sua continuidade, pois cada ciclo interliga-se com o próximo, levando uma carga de energia que, mesmo sem ser perceptível, influencia no andamento e na abertura de uma nova fase. 
O ato de mudar, renovar, transferir, transmutar é deveras trabalhoso e doloroso. Temos até a disponibilidade de abrir mão do que passou, mas os seres que nos rodeiam insistem que devemos ser apenas o que foi determinado pelas circunstâncias, e permanentemente presos aos papéis que tivemos que encenar durante muito tempo e que agora existe uma rejeição ao abandono de um texto que não se harmoniza com o novo ser que surge no cenário. Cobram que, se trocamos os papéis, estamos fugindo do destino, como correntes que se arrastam e que prendem a uma definição limitada do que somos, não permitindo morrer para viver, ou seja, renovar-se pleno de si mesmo, consciente das etapa que estão vencidas e desgastadas, e que precisam ser abortadas para que se possa acompanhar a valsa do universo.
Escolher o diferente, pode ser a morte súbita que declaramos para as pessoas que nos veem sempre da mesma forma, encaixados em um modelo padronizado e aceito pra a convivência social. Então, somos pressionados pelo pavor alheio que nos força a ser algo aceitável. Apesar disso, nossa força natural intrínseca resiste a essas pressões, mesmo que o nosso cristal espiritual comece a trincar, de forma que nos sentimos fragilizados por ser diferente. Essa força estranha interna nos impulsiona para conquistar o próprio ser, o domínio de si mesmo. É um preço altíssimo a se pagar, é um sofrimento silencioso e amargo que tritura o coração. Mas é fundamental continuar o caminho com pisadas seguras e decisivas, senão nunca encontrará o caminho.

sábado, 7 de abril de 2012

Resgate do Hércules esquecido

Olhando-se no espelho encontro alguém que sob uma imagem desconhecida criada pelo mundo exterior reclama a sua vida. Quem é que eu vejo e quem está mais além? Um voz distante grita: retome sua vida, retome a sua alma. Então a casca fria e cinzenta se rompe eum luz surge, a respiração torna-se mais suave e refrescante. Agora estou vivo, conquistando meu espaço, dominando meu território. A minha mente energiza sua fonte vital de sabedoria.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Olho o teto do meu quarto escuro e nele começam aparecer imagens da minha memória como seres que adquirem vida e qurstionam o porquê de existirem. Pergunto a mim mesmo sobre qurm foi o autor de tudo isso e chego a conclusão que foi eu mesmo. Pensando mais, eu me vejo frente a trente de mim mesmo, cheio de interrogações: porque eu esqueci de mim. Minhas diferentes exustências de mim mesmo chegam para visitar a minha consciência e exigir o direito de viver e não deixar-se morrerem pela vontade de estranhos. Eu irresponsávelmente tenho deixado.com qur algumas pessoas dominem a.minha vida, que tenham poder de dizer o que eu devo ser para tender aos interesses delas. Isso deve parar agora. Esse sersubserviente e dependente deve morrer, será seu aniquilamento. Deve ser resgatado o ser autônomo, independente e autosustentável. O ser livre para autorealizar-se, sem o medo da aprovação. O ser corajoso o suficiente para lutar por si mesmo, para marcar a sua existência e deixar claro que temos o poder de decidir quem somos, independente de quem detem o poder político, hierarquico ou bajulador. A justiça e a dignidade humana deve prevalecer.