Apesar de toda tecnologia e avanços para conquista do universo, o homem é incapaz de conquistar a si mesmo. Perdido no egoísmo de saciar sua fome e sede de suas vontades individualistas, é uma espécie destruidora de seres humanos, são capazes de matar para ter, de enganar para levar vantagem e sua ganância não tem limites. Não são sustentáveis quando desviam recursos do coletivo para o seu próprio prazer. Se deliciam com o sofrimento humano, quando estão no alto de seus palácios pisoteando aqueles que os alimentam. Torturam as vontades e esmigalham os sonhos daqueles que tem como única propriedade os sonhos. A miséria humana e a desgraça das crianças famintas, mulheres sofridas, idosos depressivos e homens desqualificados se tornam o tapete para o triunfo daqueles que estão no poder.
Não vejo riqueza e poder daqueles que precisam pisar para subir. Vejo almas podres e fedidas, com sorrisos imundos e olhares perversos, que se alegram com a destruição do amor. Não existe inferno quando se vive em um, quando os demônios estão soltos e recebem regalias, homenagens e premiações. Quando passam e o povo clama por um olhar e chora fanático, pensando em receber uma caridade de ser considerado um ser de direitos, já que chegaram a conclusão de que não passam de chorume de um sociedade fétida de perfumes franceses.
Na televisão, vejo um lindo e exuberante desfile de cadáveres que são objeto de desejo daqueles que desejam ser cadáveres.
Na televisão, vejo um lindo e exuberante desfile de cadáveres que são objeto de desejo daqueles que desejam ser cadáveres.
